segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Pássaro Cagão

Reconheço que jornais e TVs têm limitações e não podem acusar parlamentáveis sem provas.

Agora, perguntar, em tom ingênuo, por que o senadô Gari Baldi Aves, atual presidente daquela Casa de Tolerância, tirou da gaveta um projeto faraônico para construir um túnel lá dentro (uma espécie de intestino grosso que escoe a merda diária), bom, aí é bobeira demais. Ele desengavetou o tal projeto porque alguma parte entregou as bolsas e/ou malas com a propina. Um pouquinho mais de agressividade ou, pelo menos, de malícia, pessoal. Em todos esses escândalos, o riso tem sido nossa última fronteira. De que outra forma reagir quando lemos que a “insuspeita” Odebrecht e a “ilibada” Furnas (que nunca estiveram envolvidas em escândalos sobre superfaturamento, não é mesmo?) ganharam a “licitação” para construírem, de mãozinhas inocentes dadas, a giga-mega-butt usina do rio Madeira. A população local já está em fuga...




EXXX- PORTIVAS

1. O São Paulo foi campeão absoluto e indiscutível do brasileiro 2007. O gozado é que muitos cronistas sentiram-se ultrajados com as grossuras do técnico Murici Ramalho. Murici é bom técnico mas um homem xucro. Não leu Proust e Joyce. Ao contrário de Van Luxemba, não esconde suas gritantes limitações culturais sob a fantasia da elegância no vestir. Agora, conduta escrota em entrevista, escárnio, deboche e desprezo pelos jornalistas, Kalos Abertos Barreira, o Parreira, esbanjou nas perorações, depois dos jogos, da Copa da Saúdche, na qual ele pretendia “crescer na competichão” e saiu de quatro nas quartas. Ninguém chiou nem abandonou a sala das entrevistas aos gritos de “vai ironizar o caralho!”. Portanto, existem tratamentos, como dizem hoje, diferenciados para parreiras e muricis – com uma senhora diferença; Murici foi campeão deixando os outros competidores na lama e Parreira continua sua trilha de êxitos quebrando vestiário na África do Sul.

É pena que esses guetos sobrevivam em nosso futebol gerados pelo cubismo e por seu irmão mais velho, o bairrismo. Quando um cara do Bangu quebrou a perna do Zico, houve um escândalo nacional de proporções cagalheiras. Muito justo. Mas quando o osso partido foi o do Pedrinho, então no Vasco, o auê foi bem menor. O técnico do agressor, Levir Culpa, chegou a dizer que foi um lance normal de jogo. Pode ser. Afinal, Chris, que arrebentou o Pedrinho, é conhecido por sua delicadeza e seu apelido vem do nome de batismo: Maria Christina.

2. Repentelhando uma piada antiga; no começo da carreeeeiiiira como chefão do Complexo de Januário (não tem santo lá), Eurico Miranda procurou um assessor especialista em relações públicas, formado em Coimbra, e explicou sua meta:

– O Soares Calçada é muito querido pela comunidade portuguesa. Precisamos de nova imagem. Está circulando uma piada sobre a minha gestão que urge superar: “De Calçada à sarjeta”. Eu quero que você bole alguma coisa para que seja reconhecido que estou num patamar superior a Calçada.

E o assessor:

– Ah, essa é mole! Muda teu nome pra Eurico Marquise!...



Três pro Jaguar

1 – Se conselho fosse bom, Réu-nan Cagalheiros os venderia com notas frias, usando laranjas.

2 – A fome é uma espécie de Aushwitz “natural” que os ricos usam para conter o aumento de pobres.

3 – Investigação sigilosa é aquela cujos vazamentos superam os provocados pelo toró no barracão de zinco.



Mesmo que os pés-de-chinelo de sempre tenham confessado, sob tortura, numa dessas bases clandestinas por aí, abaixo os dois verdadeiros assassinos de Benazir Buttho:


Um comentário:

Casé disse...

Aldir,

Há boatos de que a marquise está toda corroída, indo recuperar a estrutura de tempos em tempos em Miami.

Saudações,